quarta-feira, 29 de março de 2017

História de Israel - Guerra dos Seis Dias

Mais um post da série HISTÓRIA DE ISRAEL:

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Myths and Facts



Os três protagonistas de uma foto histórica voltam ao Kotel, juntos.


Guerra dos Seis Dias

A Guerra dos Seis Dias representou uma impressionante vitória das forças israelitas, apesar de todas as probabilidades estarem contra o pequeno país, que então estava apenas na sua segunda década de existência. Atormentado pelos ataques de seus vizinhos árabes desde 1948, Israel conseguiu contudo realizar um ataque surpresa, derrotar os bem financiados exércitos árabes e ganhar partes significativas de terra, incluindo a Cidade Velha de Jerusalém.

Após a vitória de Israel na Campanha do Sinai na década de 1950, o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser prometeu buscar vingança pelas perdas árabes. Em 1960, Israel tentou chegar a a acordo com os seus vizinhos árabes e negociar um tratado de paz. O Presidente Nasser respondeu que os árabes nunca reconheceriam o Estado judeu e que uma negociação pacífica era impossível. Em 1964, a OLP, a Organização de Libertação da Palestina, foi fundada, com o objetivo explícito de "libertar" a Palestina através da erradicação do Sionismo e da destruição de Israel. A maior e mais influente facção da OLP, a Fatah, dominou a OLP, e o líder da Fatah, o terrorista egípcio Yasser Arafat, tornou-se o presidente da OLP.

OLP passou a lançar ataques contra Israel, aos quais Israel respondeu militarmente. Os árabes infiltraram-se em Israel através da Jordânia, da Faixa de Gaza controlada pelo Egipto e através do Líbano. As hostilidades afectaram Israel em todas as frentes. No norte, o governo israelita, para aumentar o suprimento de água para os seus cidadãos, construiu a National Water Carrier, que desviou a água do rio Jordão para Israel. A Síria opôs-se ao aqueduto e começou a bombardear as povoações israelitas a partir da sua posição estratégica nos Montes Golan. Os ataques aumentaram em intensidade em 1965 e 1966. Em abril de 1967, a Síria informou falsamente que Israel estava a reunir tropas em preparação para um ataque, pedindo a Nasser para vir em seu auxílio.


 A Guerra Acabou - Vitória Total de Israel.


Enquanto isso, na fronteira egípcia, as tensões continuavam a crescer, desde a Campanha do Sinai, uma década antes. A Força de Emergência das Nações Unidas, posicionada na Península do Sinai como um amortecedor entre Israel e Egipto, foi mandada retirar-se por Nasser, uma demanda que a UNEF cumpriu. Em 22 de maio de 1967, o Egipto bloqueou o Estreito de Tiran, na costa de Eilat, proibindo qualquer navio de sair ou entrar em Israel. Os suprimentos de Israel, incluindo os embarques críticos de petróleo, foram cortados. Esta foi a segunda vez que os estreitos foram bloqueados. Após o incidente de 1956, Israel recebeu garantias internacionais de que continuaria a ter direito de transporte no estreito, e Israel deixou claro que outro bloqueio seria considerado um acto de guerra. O Egipto e a Jordânia assinaram rapidamente um tratado que prometeu ajuda mútua. Forças árabes foram mobilizadas e reunidas na fronteira israelita.

Os Exércitos da Síria, Egipto, Jordânia e Líbano, estavam prontos para a guerra. As tentativas de paz fracassaram, e os Estados Unidos permaneceram neutros durante o conflito, deixando Israel isolado. Israel foi ficando cada vez mais alarmado com a rectórica e as acções dos Árabes. As Forças de Defesa de Israel sabiam que se tomassem uma posição defensiva, à espera de serem atacadas, não conseguiriam resistir à poderosa coligação das forças unidas árabes. Em vez disso, Israel foi para a ofensiva, lançando um ataque surpresa contra o Egipto.


Tocando o shofar a anunciar o cumprimento da Profecia.


Dos quatro países árabes que se propunham mais uma vez obliterar Israel, o Egipto era o que tinha a maior força aérea. Em 5 de Junho de 1967, por volta das sete da manhã, quase toda a Força Aérea israelita, com excepção de alguns aviões de combate que ficaram para trás como defesa, partiram para o Egipto. A escolha do início da manhã foi deliberada - Israel sabia que a maior parte dos aviões egípcios estariam em terra, e os oficiais ainda a tomarem o pequeno-almoço ou a dirigirem-se para o serviço. Israel também conseguiu escapar dos radares egípcios, voando por rotas inesperadas. A aposta de Israel compensou: 309 dos 340 aviões egípcios foram demolidos. As forças terrestres então movimentaram-se, protegendo a Península do Sinai e a Faixa de Gaza.

Certo do seu sucesso na fronteira egípcia, Israel voltou-se para a fronteira jordana, a leste. O primeiro-ministro Levi Eshkol pediu que o Rei Hussein da Jordânia não se envolvesse no conflito, mas logo no dia 5 de Junho, a Jordânia começou a bombardear Jerusalém Ocidental - a secção israelita. Na manhã seguinte, as Forças Aéreas da Jordânia e da Síria tinham sido largamente destruídas, e as tropas terrestres avançavam para a cidade de Jerusalém. Na manhã de 7 de Junho, a Legião Jordana foi derrotada, e os pára-quedistas israelitas tomaram a Cidade Velha. Num dos momentos mais emocionais do Israel moderno, os judeus chegaram ao Muro das Lamentações pela primeira vez em décadas, e o local mais sagrado do Judaísmo passou a estar sob controle judaico pela primeira vez em 2.000 anos. O capelão do IDFRabi Shlomo Goren, fez soar o shofar para assinalar a vitória de Israel. Naquela noite, um cessar-fogo estabelecido pela ONU entre Israel e a Jordânia entrou em vigor.


Soldado israelita refresca-se no Suez.


Visto que a Jordânia se envolveu na luta, muitos colonos árabes que viviam na Judeia e Samaria (vulgo Cisjordânia) fugiram, não querendo ser apanhados no fogo cruzado entre as tropas jordanas e israelitas. Aproximadamente 325.000 árabes ditos “palestinos” fugiram para a Jordânia. O IDF evacuou alguns pela força. Muitos foram autorizados a retornar. Outros receberam ofertas de assistência do governo israelita para se estabelecerem em outros lugares. No entanto, o problema dos refugiados, que começou em 1948, foi exacerbado, com novos refugiados e pessoas deslocadas aumentando a população de refugiados existente.

Proteger a fronteira do norte da Síria mostrou-se o mais difícil. Os sírios tinham a vantagem estratégica da posição mais alta que ocupavam, e as escassas forças israelitas no norte só poderiam ser reforçadas assim que as fronteiras jordana e egípcia estivessem garantidas. Em 9 de Junho, as forças israelitas conseguiram romper as linhas sírias, ganhando o controle das Colinas de Golan. No dia seguinte, a Síria e Israel assinaram um acordo de cessar-fogo.

Os países árabes esperavam uma vitória rápida e decisiva sobre o isolado Israel. As perdas sofridas pelos países árabes foram devastadoras - o Egipto, a Jordânia e a Síria perderam um total combinado de 18 mil soldados. Em comparação, o IDF perdeu 700 soldados, uma perda ainda assim significativa para um país tão pequeno. Os países árabes também perderam muitos dos seus aviões e armamento.




Os territórios conquistados por Israel na Guerra dos Seis Dias - sobretudo a Faixa de Gaza e a Judeia e Samaria (vulgo Cisjordânia) - têm sido objecto de muita disputa. Durante os Acordos de Camp David em 1978, Israel deu a Península do Sinai ao Egipto. Essa dádiva, de cerca de dois terços do seu território, em troca de um acordo de paz, foi mais um de muitos sinais de boa vontade por parte do Estado Judaico, que logo na restauração da sua independência deu 88% do seu território aos colonos árabes para estes fundarem a Jordânia, um país completamente inventado, sem História.

Israel manteve o controlo sobre os locais sagrados judaicos em Jerusalém, mas permitiu que o Monte do Templo, indiscutivelmente o lugar mais sagrado no Judaísmo, permanecesse sob controlo muçulmano. Em 2005, Israel renunciou ao controle da Faixa de Gaza a favor da chamada “Autoridade Palestina”. Os habitantes de Gaza escolheram ser governados pelos terroristas do Hamas, ainda mais radicais. Desde então, o território de Gaza serve de base para ataques terroristas contra Israel.


DOCUMENTÁRIOS SOBRE A GUERRA DOS SEIS DIAS:






NÃO SE PODE VENCER UMA PROFECIA:

sexta-feira, 10 de março de 2017

História de Israel - Campanhas de Terrorismo e Fundação da OLP

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Myths and Facts



Osama Bin Laden foi abatido, e o Mundo aplaudiu e respirou de alívio. Yasser Arafat recebeu o Nobel da Paz. É assim que o Mundo trata os terroristas que matam pessoas e os que só matam judeus.

Campanhas de Terrorismo e Fundação da OLP

“Organização para a Libertação da Palestina” - a OLP - é talvez a organização terrorista mais legitimada, reconhecida e melhor financiada do mundo. Fundada em 1964, na Cisjordânia (Judeia e Samaria), o seu objetivo foi desde sempre a destruição de Israel, que designa como "a entidade sionista" e o estabelecimento de mais um Estado islâmico em seu lugar. Em 1974, a ONU reconheceu a OLP como único representante do “povo palestino”. A OLP pede o direito de retorno de todos os refugiados “palestinos” e, como os Estados árabes que a apoiam, recusa reconhecer o direito de Israel a existir.

OLP recorreu ao terrorismo para enfraquecer e desmoralizar os israelitas e instigou incursões em Israel por parte dos países fronteiriços da Jordânia, Líbano e Síria. Também actuou a partir de dentro de Israel, entrando pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia (Judeia e Samaria). Depois do fracasso da Guerra dos Seis Dias, em que os países árabes sofreram grandes perdas de forças e armamento, o apoio à OLP aumentou e o caminho para a liderança foi aberto ao então presidente Yasser Arafat.


Seria concebível vermos Osama bin Laden ser recebido pelo Papa? Claro que não! Mas Arafat, o pai do terrorismo moderno, foi... É que ele só matava judeus, não matava pessoas propriamente ditas.

Durante a Guerra de Atrito, de 1967 a 1970, a OLP, que tinha a sua base na Jordânia, lançou ataques contra a região de Beit Shean. Israel respondeu entrando na Jordânia, recuando apenas sob a pressão militar jordana. Em Setembro de 1970, conhecido como o Black September (Setembro Negro), o Rei Hussein da Jordânia lançou um ataque contra a OLP, na esperança de restabelecer a sua monarquia sobre o território, já que os “palestinos” na Jordânia estavam a minar severamente o Estado de Direito nesse país. Como consequência, a OLP foi expulsa da Jordânia. Tanto os jordanos como os membros da OLP sofreram grandes perdas, com cerca de 3 a 5 mil “palestinos” mortos pelos jordanos. A OLP estabeleceu-se então no Líbano.

Em 1974, a OLP tomou a decisão de passar de uma táctica de guerra pura para a guerra diplomática. Yasser Arafat e o seu grupo Fatah tornaram-se a facção dominante, embora outros partidos dentro da OLP formassem a Frente Rejeccionista, mais radical, que alegava que a OLP não estava a fazer o suficiente para alcançar os seus objectivos. Neste momento, uma vez que a organização declarou passar a defender tácticas diplomáticas, a ONU reconheceu a OLP como um grupo legítimo – algo que seria impossível com o ISIS, o Boko-Haram, a al-Qaeda ou qualquer outro grupo terrorista islâmico que não tivesse os judeus como alvo preferencial.


Arafat, o mega-terrorista comunista egípcio:


Não perca este documentário.


Fatah criou o Programa de Dez Pontos, que pedia a autonomia “palestina” sobre qualquer pedaço de terra destinado a fazer parte de uma Palestina árabe e uma eventual criação de um Estado binacional no qual todos os cidadãos gozassem de direitos e status iguais. Embora parecesse um passo para a paz, muitos israelitas achavam que o Programa de Dez Pontos simplesmente camuflava a verdadeira agenda da OLP, que era melhorar sua capacidade de atacar Israel.

OLP passou a ser varrida por conflitos internos. A facção Fatah, liderada por Arafat, exigiu medidas diplomáticas, enquanto a Frente Rejeccionista, de linha dura, rejeitou tais pedidos. Durante a Guerra Civil Libanesa, a OLP lutou contra a milícia libanesa apoiada pelos sírios (que originalmente apoiavam a OLP, mas mudou alianças a meio caminho), os campos de refugiados “palestinos” no Líbano foram sitiados e os partidários de Arafat exilados. Milhares de “palestinos” morreram durante a guerra civil. Após a invasão israelita do Líbano em 1982, para lidar com a OLP, após vários ataques terroristas dentro das fronteiras de Israel, a organização mudou-se oficialmente para Túnis. No entanto, em 1985, a força aérea israelita bombardeou a sede da OLP ali; A OLP tornou-se posteriormente descentralizada e menos eficaz.


O povo de esquerda ficou órfão com a morte do seu messias, o assassino psicopata 'Che Guevara'. O terrorista comunista egípcio Arafat veio substituí-lo no altar da esquerda. Com o bónus de matar judeus.

Em 1988, durante a Primeira Intifada, o Conselho Nacional Palestino declarou um Estado independente da Palestina. Arafat tentou continuar os seus esforços diplomáticos, concordou em reconhecer o direito de Israel de existir dentro das fronteiras pré-1967, e renunciou ao terrorismo da OLP. Em 1993, os Acordos de Oslo foram assinados. A Autoridade Palestina foi criada, com Arafat ao seu comando, e foi concedida autonomia aos “palestinos” na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Cidade de Jericó. A sede foi transferida para Ramallah, e a OLP continuou a ser a facção dominante dentro da Autoridade Palestina. Numa carta escrita por Arafat em 1993, ele comprometeu-se oficialmente a cessar todos os actos de terrorismo e violência. O abrandamento da postura da OLP levou os jovens “palestinos” desiludidos a juntarem-se às organizações terroristas Hamas e Hezbollah. Arafat afirmou que o Estado de Israel tinha o direito de existir em paz e segurança, embora durante a Segunda Intifada, a OLP tenha reivindicado a responsabilidade por vários ataques a cidadãos judeus.



O Mundo assistiu ao Massacre das Olimpíadas de Munique:


Uf! Foram só judeus que morreram! Imagine-se se tivessem sido pessoas...


De facto, a OLP tem sido responsável por ataques devastadores contra cidadãos israelitas, tanto em Israel como no estrangeiro, desde a sua criação. Num dos mais infames actos de terror, onze atletas e treinadores israelitas, juntamente com um guarda de segurança alemão, foram massacrados nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. A Organização Black September, um membro da OLP, reivindicou a responsabilidade.

Os Estados Unidos foram um dos últimos países a reconhecer a legitimidade da OLP, tendo-a considerado uma organização terrorista até 1991. No entanto, em 2004, os EUA retiraram essa visão, decidindo novamente colocar a OLP na sua lista de organizações terroristas. Um dos eventos que causaram a mudança na política dos EUA foi o sequestro de um navio de cruzeiro ao largo da costa do Egipto por um grupo da OLP. Muitos afirmam que o sequestro foi a resposta da OLP àqueles que exigiram maior acção por parte da liderança “palestina”. O partido responsável, a Frente de Libertação da Palestina, sequestrou o barco e exigiu a libertação de cinquenta “palestinos” que estavam presos em prisões israelitas. Quando os sequestradores viram ser recusada a permissão para atracar em Tartus, na Síria, mataram um passageiro americano incapacitado e atiraram o seu corpo ao mar.

Em 2007, os combates entre a Fatah e o Hamas levaram à Batalha de Gaza, na qual os militantes do Hamas assumiram o controle da Faixa de Gaza e expulsaram a Fatah. A liderança palestina tornou-se dividida - na Faixa de Gaza controlada pelo Hamas e na Cisjordânia (Judeia e samaria) controlada pela Autoridade Palestina. As violentas batalhas mataram ou feriram centenas de árabes “palestinos” e foram condenadas pela Human Rights Watch, por violarem, o Direito Humanitário.


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O PROBLEMA É O ISLÃO


Matou 15 judeus, foi libertada por Israel como sinal de boa-vontade. Ri, deliciada, quando lhe contam que 8 das vítimas eram crianças. O Mundo acha estas pessoas heróis românticos. E financia-os. Porque não matam pessoas, matam apenas judeus.
Tantos territórios cuja soberania está em disputa no Mundo (veja-se o Saara Ocidental, por exemplo, a que ninguém liga nenhuma) e o Mundo quer à viva força ver um conflito territorial onde existe apenas uma invasão islâmica. Consegue descortinar Israel no mapa acima, no meio de um oceano árabe?

Para esconderem o seu ódio atávico aos judeus, muitas pessoas dizem que os terroristas da OLP, da Jihad Islâmica, do Hamas, do Hezzbollah, etc., etc., só os matam porque eles lhes "roubaram a terra". Uma mentira e um absurdo. Os Árabes invadiram Israel em 1920, para prevenir a restauração da independência de Israel. Aliás, aqui na Europa os muçulmanos clamam exactamente a mesma coisa - que nós, europeus, lhes "roubámos a terra", nomeadamente Portugal:

ISIS e Al-Qaeda a caminho de Portugal e Espanha



Israel está apenas no meio dos muçulmanos. Nós estamos na orla.










Líderes, clérigos e muçulmanos comuns declaram abertamente a sua ideologia de sempre: submeter o Mundo, exterminar os não-muçulmanos, tomar as mulheres e as crianças escravas sexuais e despojos de guerra:



O Islão é brutal, bárbaro, genocida, supremacista e imperialista por natureza.

Matar, dominar, matar, dominar... Como o Nazismo ou o Comunismo.

segunda-feira, 6 de março de 2017

História de Israel - Construindo um Estado (1950 - 1960)

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Myths and Facts



Guerra de Independência.


1950 - 1960: Construindo um Estado

Após a vitória na Guerra de Independência de 1948-1949, Israel assinou acordos de armistício com cada um dos países invasores - Egipto, Jordânia, Síria e Líbano. O Iraque recusou assinar um acordo de qualquer tipo com Israel, e mesmo os países que assinaram o cessar-fogo não estavam preparados para assinar um tratado de paz permanente e reconhecer a legitimidade de Israel como país. A soberania de Israel incluía agora a faixa costeira, a Galileia e o Deserto do Neguev, enquanto a Faixa de Gaza permanecia sob controlo egípcio e a Cisjordânia (Judeia e Samaria) e a Cidade Velha de Jerusalém eram governadas pelos jordanos.

Antes e durante a guerra, centenas de milhar de árabes palestinos fugiram de Israel - cerca de 80% da população árabe. A maioria fugiu para a Cisjordânia controlada pela Jordânia ou para países árabes vizinhos. O tema de como lidar com o tremendo número de refugiados foi (e ainda é) um ponto de controvérsia nas negociações de paz.

O renascido Estado independente de Israel teve que enfrentar um fluxo maciço de novos imigrantes. Depois de as portas terem sido abertas após a guerra, milhares e milhares de judeus fizeram Aliyah. Entre 1948 e 1951, mais de 680.000 novos imigrantes chegaram a Israel. No final de 1958, no décimo aniversário de Israel, a população havia crescido de 800.000 para quase dois milhões. Os novos imigrantes eram principalmente sobreviventes do Holocausto e judeus que fugiam das terras árabes devido ao aumento da perseguição. Muitos chegaram com poucas ou nenhumas posses, e foram alojados em ma'abarot (campos de refugiados). Os ma'abarot estavam lotados e não dispunham de instalações sanitárias adequadas para acomodar a enorme população. Eventualmente, os campos foram absorvidos nas cidades circunvizinhas, ou tornaram-se cidades por conta própria. Ma'abarot que se tornaram cidades incluem Kiryat Shmona, Sderot, e Yokneam. Os últimos campos foram fechados em 1963.


As profecias cumpriram-se.

As ondas de imigração - Aliyot - incluíram a Operação Magic Carpet (Tapete Mágico), que transportou aproximadamente 49.000 judeus iemenitas entre 1949 e 1950. Em 1950, a Lei do Retorno foi oficialmente promulgada, permitindo que qualquer descendente matrilinear judeu imigrasse para Israel e obtivesse plena cidadania. Em 1951, a Operação Esdras e Neemias (em homenagem aos sábios que levaram os judeus de volta a Israel para reconstruir o Segundo Templo), trouxeram 114 mil judeus iraquianos para Israel. A maioria dos judeus Cochin da Índia, um grupo de aproximadamente 2.000, imigrou para Israel em 1954.



Operação tapete Mágico: Judeus iemenitas chegam a Israel.


O duplicar da população do jovem país no decorrer de alguns poucos anos causou uma pressão enorme sobre a economia de Israel. A primeira década de Israel é conhecida como Período de Austeridade (Tkufat HaTsena). A fim de prover a população crescente, Israel racionou alimentos, roupas e móveis. O auxílio, porém, entrou no país, principalmente vindo do governo dos EUA, de organizações judaicas em todo o mundo e das indemnizações pagas pela Alemanha do pós-guerra. A última, ocorrida depois de Ben-Gurion ter assinado um acordo de reparação com a Alemanha Ocidental, causou um surto de controvérsia, da parte de muitos judeus que sentiram fortemente que Israel não deveria fazer negócios com a Alemanha.

No final da primeira década de independência, Israel tinha feito grandes progressos na criação de uma nação industrializada moderna. Melhorias e modernização foram feitas em todos os sectores, desde a habitação, à agricultura, ao sistema rodoviário, às telecomunicações, às redes eléctricas. Israel tinha uma frota de navegação crescente e uma companhia aérea nacional (El-Al), e continuou a desenvolver a sua indústria e a explorar os seus recursos naturais.



Plantando as montanhas de Gilboa.


A terra - a mesma terra que os olim (pioneiros) originais partiram para cultivar setenta anos antes - começou a florescer. Israel tornou-se auto-suficiente em quase todas as áreas da produção de alimentos, excepto carne e grãos. Árvores foram plantadas em terras anteriormente áridas, e, como a indústria cresceu, o emprego também aumentou. Durante esse período, o arqueólogo e general Yigael Yadin comprou os Pergaminhos do Mar Morto, originalmente descobertos por um menino beduíno numa caverna perto de Qumran, que ficaram de novo sob propriedade israelita, e alojou-os no Santuário do Livro no Museu de Israel. O sistema educacional cresceu também, e o governo ofereceu instrução livre e gratuita até a idade de dezoito anos. Israel floresceu culturalmente, porque cada grupo de imigrantes trouxe com ele um conjunto único de costumes e tradições.



Cartaz publicitário da companhia aérea de Israel, 1960.



No entanto, embora os negócios e a indústria crescessem, o país ainda estava repleto de problemas de segurança. Diplomaticamente, Israel estava relativamente isolado, já que nenhum de seus vizinhos árabes reconheceria Israel como um país. Os países árabes receberam grandes quantidades de armas da União Soviética e instituíram um boicote contra Israel para desmoralizar e empobrecer o jovem país. Israel procurou combater o isolamento formando alianças com países africanos emergentes e com a França, que se tornou o principal fornecedor de armas de Israel. Apesar de Israel ter assinado acordos de armistício, os tratados não terminaram as hostilidades. Durante a década de 1950, Israel foi frequentemente atacado, principalmente por terroristas "fedayin", que entravam no país através da Faixa de Gaza, ocupada pelo Egipto.



Os ataques dos árabes muçulmanos contra israelitas (assassinatos, estupros, etc.) nunca cessaram, entre 1951 e 1967, desde o século 7 até hoje.


Na década de 1950, os esforços para um tratado de paz com o Egipto foram frustrados quando o Egipto descobriu uma rede de espionagem israelita, que estava a tentar fazer explodir uma agência de informação americana no Egipto, na esperança de criar tensão entre os Estados Unidos e o Egipto. O fracasso, chamado de "Caso Lavon", que recebeu o nome do então ministro da Defesa, Pinhas Lavon, foi um golpe nas relações entre Egipto e Israel.

A relação deteriorou-se ainda mais quando o Egipto bloqueou o Canal de Suez e o Estreito de Tiran, perto de Eilat, impedindo Israel de importar ou exportar bens, o que ameaçava danificar a economia do país. Os ataques terroristas aumentaram, e Israel foi ficando cada vez mais em sobressalto, pois a Península do Sinai estava a ser transformada numa base militar egípcia. Quando o Egipto, a Síria e a Jordânia assinaram uma aliança militar, os temores de Israel foram confirmados.

Em 1956, Israel realizou um ataque preventivo contra o Egipto, com o apoio da Grã-Bretanha e da França. Israel foi rapidamente capaz de capturar a Península do Sinai. No entanto, sob pressão dos Estados Unidos e da União Soviética, Israel retirou gradualmente as suas forças, e a ONU colocou uma força de emergência no terreno (UNEF) para garantir o acesso de Israel aos direitos de navegação.

Durante a década de 1960, Israel continuou a desenvolver os seus negócios e indústria, e o Produto Nacional Bruto aumentou cerca de 10% ao ano. Israel começou a fabricar muitos dos seus próprios produtos, ao invés de depender de importações. No sector agrícola, Israel começou a cultivar para exportação, o início de uma indústria de exportação em expansão. Uma casa permanente para o Knesset (o parlamento israelita) foi construída Jerusalém, e o Museu de Israel aumentou as suas colecções de artefactos únicos da História de Israel. Em termos diplomáticos, Israel também  ganhou terreno, criando laços estreitos com os Estados Unidos, com os países da Commonwealth britânica, com muitos Estados da Europa Ocidental, com a maioria dos países da América Latina e de África, e também com algumas nações asiáticas. Em 1965, Israel estabeleceu relações formais com a República Federal da Alemanha.


O Knesset.


Outro evento notável que ocorreu durante a década de 1960 foi a captura, em 1961, de Adolf Eichmann, que comandou as operações do Holocausto. Foi capturado na Argentina e levado a julgamento em Israel. Durante o seu julgamento, dezenas de sobreviventes do Holocausto apareceram para prestar testemunho como testemunhas oculares, e pela primeira vez, a profundidade da tragédia foi divulgada em todo o mundo. Eichmann foi enforcado em 1962, a única vez que Israel executou a pena de morte. Em 1964, outro grupo de judeus indianos, Bene Israel, foi proclamado judeu e permitido imigrar para Israel.

Em 1966, Israel levantou as restrições aos seus habitantes árabes e começou a tentar integrar a população árabe local na sociedade israelita.

O fim de 1964 trouxe mais guerra e terror às fronteiras de Israel, começando com a fundação da OLP, a organização terrorista de Yasser Arafat, que incentivou e apoiou tácticas de guerrilha contra os israelitas. 


O terrorista egípcio Arafat confraternizando com o líder do  terrorismo global, o Ayatollah Khomeini.
Ver: 

A Mentira Soviético-Palestina


Em 1964, Israel completou os trabalhos do National Water Carrier, que desviaria a água do rio Jordão para o sul de Israel, cumprindo o sonho de Ben-Gurion de cultivar a região do Negev. O aqueduto tornou-se uma fonte de tensão entre Israel e a Síria, com os árabes a tentarem desviar a água para fora do alcance de Israel. As invasões de terroristas pelas fronteiras jordana e egípcia aumentaram, e o Egipto transferiu novamente grande quantidade de tropas para a Península do Sinai e bloqueou o acesso de Israel ao Estreito de Tiran. Israel enfrentou hostilidade em três fronteiras - egípcios, jordanos e sírios.


Trabalhando no aqueduto. Cada qual faz o que faz melhor: judeus constroem, muçulmanos destroem.

Em vez de esperar por um ataque, Israel, agora liderado pelo primeiro-ministro Levi Eshkol, fez um raide preventivo, e no início de uma manhã de Junho de 1967, conseguiu acabar com a maior parte da Força Aérea do Egipto. Em seis dias, as forças israelitas atingiram os três países árabes e conseguiram conquistar os Montes Golan à Síria, a Península do Sinai ao Egipto, e a Cidade Velha de Jerusalém à Jordânia.



Apesar da sua vitória esmagadora na Guerra dos Seis Dias, Israel encontrou-se enfrentando outra guerra - uma Guerra de Atrito. De 1967 a 1970, Israel teve de rechaçar os ataques esporádicos das forças egípcias e da OLP, cujo número aumentou após a fuga dos árabes para a Jordânia durante a Guerra dos Seis Dias. O Egipto estava determinado a recuperar a Península do Sinai, a OLP estava determinada a erradicar a "entidade Sionista", e os ataques levaram a pesados combates, principalmente nas fronteiras do Canal de Suez. 



Bin Laden: "Porque é que o Mundo aprova o teu terrorismo?".
Arafat: "Porque só ataco judeus!".


Israel respondeu aos ataques militares, e ambos os lados sofreram grandes baixas. Durante esta guerra, o primeiro-ministro Levi Eshkol morreu de ataque cardíaco, e foi sucedido por Golda Meir, que foi a primeira mulher primeiro-ministro de Israel, e a única mulher a ter liderado um Estado do Médio Oriente nos tempos modernos. Finalmente, a Guerra do Atrito chegou ao fim em 1970, quando o Egipto e Israel assinaram outro acordo de cessar-fogo. O Egipto não ganhou nada durante a guerra, pois as linhas de cessar-fogo permaneceram as mesmas de 1967.



Damas de Ferro: Golda Meir com a futura Primeira-Ministra da Grã-Bretanha, Margareth Tatcher, em Tel-Aviv, em 1976.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

História de Israel - Fundação do moderno Estado de Israel


Mais um post da série HISTÓRIA DE ISRAEL:
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Myths and Facts


Judeus orando no Kotel, ou 'Muro das Lamentações', no início do século 20.


Fundação do moderno Estado de Israel

Lord Arthur Balfour, ex-primeiro-ministro da Inglaterra e mais tarde seu ministro dos Negócios Estrangeiros, é mais conhecido pela declaração que leva o seu nome. A Declaração Balfour, emitida em Novembro de 1917 (no final da Primeira Guerra Mundial e após o colapso do Império Otomano) declarou o compromisso da Grã-Bretanha de estabelecer uma "pátria nacional para o povo judeu". Lord Balfour enviou a declaração ao Barão Lionel Walter Rothschild, um banqueiro britânico e influente Sionista.

Foi a primeira vez que as aspirações Sionistas foram realizadas. Em 1922, a Declaração Balfour foi formalmente reconhecida pela Liga das Nações, que declarou a Palestina como um "Mandato Britânico" (isto é: sob administração regional britânica) e reiterou a promessa de estabelecer uma pátria para o povo judeu na Palestina. O governo estipulou que a nação judaica emergente designaria uma agência para administrar os assuntos judaicos na Palestina, e a Agência Judaica nasceu.

Os anos de semi-autonomia Sionista durante o Mandato Britânico (como este período é conhecido) estabeleceram as bases para o governo israelita moderno. Os partidos políticos foram formados, e a cada quatro anos o povo votou numa Assembleia Geral, que em seguida nomeava um Va'ad Leumi (Comité Nacional). O governo civil centrou-se na educação e cuidados de saúde, estabelecendo escolas e universidades e operando sistemas públicos de saúde. 

A população aumentou rapidamente, devido às ondas de imigração conhecidas como "aliyot". A "Terceira Aliyah", constituída principalmente por imigrantes russos, impulsionada pelas aspirações Sionistas e pelos pogroms devastadores na Rússia, após os quais centenas de milhares de judeus ficaram desabrigados, durou de 1919 a 1923. A "Quarta Aliyah", composta principalmente de judeus de países da Europa de Leste, decorreu durante os anos 1924-1932, e os seus membros começaram a estabelecer pequenas empresas e indústrias. A "Quinta Aliyah", de 1933 a 1939, consistiu principalmente de imigrantes alemães.


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À medida que a população judaica na Palestina crescia, a resistência árabe tornava-se cada vez mais expressiva e mais violenta. Após os explosivos "distúrbios de Jaffa" de 1921, em que dezenas de judeus foram brutalmente mortos e mais de cem ficaram feridos, durante um período de dois dias, em Maio, o governo britânico decidiu restringir a imigração judaica para a Palestina, alegando que a população judaica causaria uma ruptura na economia. 

Em 1929, outro tumulto árabe rebentou em Jerusalém devido a tensões crescentes sobre o Muro Ocidental, e um massacre em Hebron, matando dezenas de judeus, terminou na evacuação da população judaica de Hebron pelas forças policiais britânicas. A Haganah (precursora das Forças de Defesa de Israel/IDF) e o Irgun, uma organização militar subterrânea fundada por Ze'ev Jabotinsky, foram criados em resposta a esta década de violência.

Enquanto a imigração judaica abrandou ao longo dos anos vinte, aumentou novamente com a ascensão do Terceiro Reich e a subsequente perseguição de judeus na Europa antes do Holocausto. A nova onda de imigração levou novamente a intensos tumultos árabes, que duraram de 1936 a 1939. Embora a Haganah e o Irgun tenham lutado para proteger os judeus, no final, centenas de judeus haviam sido assassinados no Mandato Britânico da Palestina. Aproximadamente 5.000 árabes também haviam sido mortos. Os tumultos foram politicamente devastadores, levando à emissão do Livro Branco de 1939, que limitou a imigração judaica e prometeu criar um Estado árabe independente dentro de dez anos.

Em 1940, o governo britânico proibiu os judeus de comprarem terras na maior parte da Palestina. Apesar das restrições e da mudança na política britânica, a Agência Judaica decidiu oficialmente apoiar a Grã-Bretanha contra a agressão nazi na Segunda Guerra Mundial. Essa era a política geral dos Sionistas, onde quer que vivessem. 

A Palestina foi bombardeada pelos italianos, na esperança de atacar os interesses britânicos no Médio Oriente. No entanto, um pequeno grupo rompeu com a Haganah e lutou contra os britânicos na Palestina. O grupo, chamado Lehi ou Stern Gang, era liderado por Avraham Stern, cujos pais haviam estado num barco que rumava à Palestina, e que foi desviada pelos britânicos. Consequentemente, eles morreram às mãos dos nazis. 

O Lehi operou por muitos anos, trabalhando para alcançar os seus objetivos de evacuar os Ingleses da Palestina e de permitir a imigração irrestrita para os Judeus. Finalmente, o grupo foi absorvido pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) em Maio de 1948.


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Após a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha manteve a sua política de imigração limitada, numa tentativa de apaziguar o Mundo Árabe. Grupos Sionistas organizaram a imigração ilegal, pequenas embarcações transportaram judeus que haviam perdido tudo na Europa, e judeus sem documentos. Esses judeus, sobreviventes do Holocausto, procuravam recomeçar a vida na sua terra natal; no entanto, milhares desses imigrantes ilegais foram impedidos de entrar na Palestina e enviados para campos de concentração no Chipre. Esperaram lá, durante anos, na esperança de lhes ser finalmente permitido entrar na sua terra natal. 

A população judaica, irritada com as acções da Grã-Bretanha, especialmente à luz da profundidade da tragédia do Holocausto, começou a retaliar contra o governo britânico. A resistência culminou com o bombardeio de 1946 do quartel-general britânico, que estava alojado no Hotel King David. No entanto, a resistência desmoronou após o bombardeio, devido à indignação internacional e à controvérsia e condenação dentro da comunidade Sionista. Mais de 100 mil judeus foram presos e interrogados. Após este desastre, a Grã-Bretanha decidiu entregar a questão do Estado judeu às Nações Unidas.



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A ONU nomeou uma comissão especial, o Comité Especial para a Palestina (UNSCOP). Em 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral da ONU votou - com trinta e três países a favor, treze contra e dez abstenções - para dividir a Palestina em um Estado judeu e um Estado árabe, com Jerusalém permanecendo sob o controle da ONU. 

O Plano de Partição detalhou as suas recomendações não vinculativas para as fronteiras estaduais. O Estado judeu seria composto das terras que se estendem de Haifa até Rehovot, pela Galileia Oriental, e pelo Negev, incluindo Eilat. O Estado árabe incluiria a Galileia Ocidental, a cidade de Acre, as terras altas de Samaria e Judeia e a costa sul de Ashdod através da Faixa de Gaza. A terra dada aos judeus incluiu as áreas densamente povoadas com judeus; As terras árabes consistiam em áreas com a maioria população árabe. Os árabes receberam a maioria das fontes de água. Os judeus receberam uma percentagem maior do território do mandato da Palestina, para acomodar o crescimento projectado na imigração, mas grande parte dessas terras eram o deserto do Negev, que não era cultivável.

Imediatamente após a decisão da ONU, os Estados Árabes declararam que qualquer tentativa de construir um Estado judeu dentro da área do Mandato Britânico da Palestina equivalia a uma guerra e responderam imediatamente por meios bélicos. À medida que as forças britânicas se retiravam lentamente, rebentou uma guerra entre as comunidades judaica e árabe. 

Embora no início o exército árabe tivesse a vantagem, à medida que os combates continuavam, ficou claro que os judeus, que estavam melhor organizados e melhor financiados, devido ao seu próprio governo e sistema tributário, não iam sucumbir facilmente. À medida que o exército judeu, liderado pelo Palmach (a força de combate da Haganah) começou a dominar os seus adversários árabes, os árabes palestinos começaram a sair em massa, temendo a vingança judaica. Antes da declaração oficial de um Estado israelita, mais de 200 mil árabes haviam fugido da Palestina. A maioria deles, antecipando uma vitória árabe, planeavam retornar.

Em 14 de Maio de 1948, depois de a última das forças britânicas ter deixado a Palestina, David Ben-Gurion declarou a criação do Estado de Israel. O novo Estado foi reconhecido imediatamente pelo presidente dos EUA Harry S. Truman e pelo líder soviético Joseph Stalin. 

Os países árabes vizinhos - Egipto, Transjordânia, Síria, Líbano e Iraque - rejeitaram imediatamente o Estado e declararam a guerra a Israel, somando as forças dos seus países àquilo que era apenas uma guerra "civil" na Palestina entre árabes e judeus.



1947: Plano de partição das nações Unidas.
Junho de 1948: Invasão dos Exércitos árabes.
Julho de 1948: contra-ataque israelita e conquista de território aos Árabes.


No final da guerra, Israel havia conquistado muito do sua território - cerca de 50% a mais do que o que havia sido atribuído aos judeus no Plano de Partição da ONU. 

Israel assinou acordos de armistício separados com o Egipto, Líbano, Jordânia e Síria. A fronteira conhecida como "Linha Verde" foi criada durante esses acordos; O Egipto ganhou o controle da Faixa de Gaza, e a Jordânia ocupou a Judeia e Samaria, a que chamou Cisjordânia.




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